quinta-feira, 6 de março de 2008

No passado...

Madrugada inteira em claro. Por mais que tentasse dormir, o sono teimava em não aparecer. Seus pensamentos vagavam entre “nãos” e “porquês”. Sua mente não raciocinava além de um eu não acredito. Súbito frio no estômago. Aquela imagem inédita esmagava suas expectativas com a certeza de que seria eterna. Tão eterno quanto aquele amor. Louco e puro como todo amor deveria ser.

Sentia-se assustada. Toda aquela nova situação de abrir mão da idéia de um futuro a atormentava. De uma idéia, pois nunca passara disso. Era só o sonho. O encaixe perfeito de seus desejos. Até os defeitos eram convenientes. As brigas, ideais. Acreditava piamente que aquele relacionamento era o modelo de perfeição entre todos os outros que vivera, mesmo que por tão pouco tempo.

Nada importava mais. O importante agora era deixar passar. Pulverizar todo um sentimento. Modificá-lo. E isso incomodava. A guerra entre o “não quero” e o “preciso” estava mais acirrada do que sua vontade de que aquela merda toda nunca tivesse acontecido.

Tarde demais. A maldita imagem, mesmo que dentro de sua cabeça, já estava lá e nada a tiraria. Só o tempo e talvez algumas atitudes. Seu maior anseio era de que o tempo não fosse uma borracha eficiente...

Eu sou chata, azeda, exigente. Gosto de regras. Aliás, preciso delas. Isso não significa que eu não as quebre vez ou outra. Me perco com mu...