domingo, 28 de junho de 2009

Você é capaz de enxergar beleza nos menores detalhes?
Você é capaz de enxergar os detalhes?

Certa vez eu estava conversando com uma pessoa muito especial para mim, daquelas que você faz tudo que está dentro do possível para ver feliz. E do impossível também. Ela estava muito deprimida, passando por um momento muito conturbado da sua vida e me falava que não era mais capaz de enxergar beleza no seu dia a dia. Não sentia mais prazer no que fazia. Não apreciava mais a sua própria companhia. Hoje, na verdade, eu não sei mais bem se o que ela estava me dizendo era uma tentativa de justificar as suas atitudes ou se realmente ela estava passando por tudo aquilo que descrevia. E nem me importa, sinceramente. O que me importa é que aquela conversa estava me fazendo reavaliar muitas situações que eu vivera até aquele momento. Fazendo-me refletir sobre as atitudes que eu tomara ao longo dos tempos.
Você já parou para notar quantas coisas belas deixamos passar em nossa vida por pura falta de atenção?
Amores, amigos, o nascer do sol, um pedido de nossa mãe, um sorriso gratuito, uma declaração de amor, mesmo que implícita...
Quantas vezes não percebemos que estamos permitindo que a nossa felicidade passe sem nem percebermos que ali mora o que mais desejamos para a nossa vida?
Isso acontece. A toda hora. Não podemos nos prender a tudo de bom que passou na nossa vida se não fomos estruturados o suficiente para entender que aquilo nos bastava. Precisamos entender isso sem dor. Entender para crescer, para mudar.
E como podemos mudar essa atitude? Somos incertos, inconstantes, imprecisos. Somos seres humanos. Estamos em busca de crescimento, em busca de aperfeiçoamento. Estamos criando nossas estruturas, nossas bases e muitas vezes não percebemos que perdemos a chance da nossa vida simplesmente porque não damos o real valor que as coisas merecem. Que as pessoas merecem. E muitas vezes sentimos que não temos o mesmo valor, a reciprocidade do sentimento que entregamos para o outro.
Culpados? Não há. Não podemos culpar alguém por nos deixar passar, como não é justo sermos culpados por não podermos doar à todas as situações as mesmas atenções que doamos para algumas ocasiões. Mesmo que erradas.
O que podemos fazer para tentar melhorar esse infeliz fato é acreditar nos sinais e seguir nossa intuição. Uma amiga me disse isso e na hora eu não prestei muita atenção. Mas agora isso faz muito sentido.
Infelizmente tudo passa. O que é ruim e o que é bom. Nada pode impedir que passe. Todo sentimento, bom ou ruim, precisa ser nutrido. E para nutrir, você tem que prestar muita atenção nos pequenos detalhes...

O leão está ferido.

Por favor, acudam. O leão está ferido.
Ele está caído na selva, debaixo de um sol quente e não consegue se levantar.
Ele está muito ferido, sem forças, adoecido.
O chão embaixo de seu corpo é seu único amigo. É o chão que está aparando a sua queda.
Dessa vez o leão não acertou em sua escolha. Aventurou-se em uma nova caça acreditando que esta o alimentaria por mais tempo que as outras anteriores. Investiu todas as suas forças atrás aquela presa. Ele não foi capaz de identificar desta vez que estava com sua atenção desfocada por conta de seu faro. O cheiro que emanava daquela presa havia hipnotizado sua atenção a ponto de fazê-lo crer que aquela era a sua única opção. E o leão atacou.
A presa, aparentemente indefesa, não se assustou com o leão. Muito pelo contrário. Mostrou para o rei dos animais que ao lado dela eles dois eram imbatíveis. O leão estava completamente dominado pelo seu olfato e aprendeu a gostar de caminhar junto com ela. Ambos eram perfeitos. Todos comentavam. Ele estava mais forte que nunca, mais ágil que nunca, mais feliz do que nunca. Suas companheiras leoas confirmavam que nunca viram tamanha felicidade no olhar do leão.
Um dia, ao voltar de uma caçada com alimento suficiente para os dois, ele não a encontrou. Ele passou meses, anos correndo pela floresta e não conseguia mais encontrá-la.
Em uma busca num território distante do que habitavam, o leão a viu de longe. Ela estava feliz. Tinha formado uma família com um animal de sua espécie, estava sorridente. Estava realmente feliz.
Ele correu de volta para a sua casa sem perguntar nada para ela. Tornou a correr meses e meses sem parar. Não parava para se alimentar.

Agora ele encontrava-se deitado naquele chão, debaixo de um sol escaldante, sofrendo as dores de sua inconseqüência. Suas feridas não eram aparentes. Ele estava amargurado. Sentia-se o ser mais infeliz da selva. Não sentia felicidade alguma palpitando em seu peito. Não sentia nem seu dolorido coração.
Ela estava feliz. E ele simplesmente não conseguia ser feliz sem ela...

sábado, 27 de junho de 2009

Pode tentar querida, você não há de ser nada para ninguém..

Essa voz ecoa todos os dias na minha cabeça e eu tento ferrenhamente apagá-la com qualquer outro som. Vozes antigas, vozes novas, amigos, paixão.
Eu acordo cedo, eu acordo tarde, eu sonho com a música, eu procuro emprego. Eu me pego em minha fé, eu desacredito de tudo. Mas nada, nada há de fazer com que essa maldita voz se cale.
Eu corro ou fico parada, tanto faz. Lá está ela, dentro da minha cabeça, dentro da minha casa, atazanando meu juízo, incomodando meus melhores sentimentos.
Desacredito de tudo. Até do que mais prezo.
Tenho medo de todas as pessoas, do que eu posso permitir que elas façam comigo. Nem sempre elas fazem, mas o que aconteceu anteriormente não se apaga. Por nada.
E voz volta a ecoar.
Dentro de casa, dentro da vida.
Me permito tudo. Me permito sempre. Me permito mudar ou ser a mais inflexível.
Mas do que adianta, sinceramente?
Nada acontece.
Por mais que eu tente.
Por mais que eu sorria querendo chorar, por mais que eu brinque querendo reclamar.
Por mais que meu peito exploda e eu esconda essa explosão com carinho. Ele ta lá, explodindo, e nada muda isso.
Eu olho, eu vejo, eu sonho, eu tento.
Eu me afogo em ilusões, eu me basto com a realidade.
Eu leio, eu escrevo, eu canto, eu berro.
Mas ela ecoa toda hora.
Me sinto doente, me sinto saudável.
Me julgam de tudo, não me enxergam de fato.
Ou sou eu quem não sabe realmente se mostrar?

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A procura do manual...

Eu acho que mulher deveria vir com manual de instrução. Ou talvez um aparelhinho modernamente tecnológico que pudesse te mostrar se há uma real compatibilidade entre vocês ou se tudo o que vocês estão sentindo é só mais uma paixão de ocasião. Porque você sabe que não está mais querendo se entregar para uma aventura e que frustrar-se novamente seria quase como encarar a morte, afinal de contas, você pensa em se estruturar, em encontrar aquela com quem você vai dividir as contas e as felicidades.
E então, naquele diazinho chato sem nada divertido para fazer você recebe um convite inesperado e conhece aquela menina linda, com um sorriso incrível e pronto! Aquele sorriso incrível te convence que vocês se encontraram para viver uma vida juntos. Gostam das mesmas coisas, são absurdamente parecidos. Viveram situações que deixaram ambos com medo das pessoas que os circundam. Vivem uma linda e breve história de amor e em pouco tempo você está sentado em frente ao seu PC, escrevendo textos como esse porque tomou um legítimo pé na bunda.
É claro que não que não há quem se possa culpar nesses casos. Vocês realmente se encontraram para viver uma vida juntos. A única coisa que você esqueceu de perguntar foi qual vida! Essa? A próxima? Qual encarnação mesmo que você estava se referindo?
E caso os dois sejam espiritualistas essa é uma declaração de amor vaga demais. Por favor, né?

O que realmente acontece na cabeça das pessoas? Você vive se perguntando...

Talvez você precise de uma auto-analise – essa nova regra tá me destruindo...como escreve isso agora mesmo, hein? – para tentar ver se o erro não está em você.
Não adianta!
Convença-se: não existe príncipe encantado com cavalo branco – nem princesa encantada com dote milionário. Existe é a pessoa que você escolheu e vai ter que amar com defeitos e qualidades. Porque se os defeitos superarem as qualidades você deve terminar esse relacionamento o mais rápido possível, sem medo de se prender por achar que não vai encontrar um novo amor.
Você sempre deve parar e analisar para tentar notar se o que você exige daquela pessoa é demais para ela agüentar. Repara se você não está neurótica. E tenta avaliar se aquela pessoa espera e deseja de você o que você espera e deseja dela. Desejos e expectativas diferentes também são um fator importantíssimo para o bom andamento de um relacionamento. Não adianta nada você pensar em fondue quando o outro quer comer caldo verde.
Caso a pessoa com quem você está se relacionado seja
permissiva demais a culpa de um possível fim não é inteiramente sua. Mas por favor, tente maneirar nas suas exigências, ok?
Eu repito: Não ache que o ser amado cederá a todas as suas expectativas, atenderá a todos os seus sonhos nem realizará todas as suas vontades. Acreditar que isso acontecerá é um pré-requisito – Deus, estou ficando burra, não sei mais escrever – para você se tornar uma aspirante à escritora, semi frustrada, que só sabe tentar analisar a vida ou então reclamar dela.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Pra crescer tem que ser grande!

Você nota a diferença. Não tem jeito. Por mais que você lute contra, ela grita na sua cara.
Quando éramos mais novos ríamos do que os mais velhos diziam ao se referirem sobre o peso que a idade trás. Ríamos e dizíamos que isso jamais aconteceria conosco. Doce engano.
Acontece com todos e em dado momento você repara que não tem mais a vitalidade dos 17, nem a inconsequência dos 19. Você repara que seus gostos para os programas mudaram e que você prefere muito mais o conforto de um bom restaurante do que a barulheira de uma boate lotada. Você sabe conversar, afinal de contas, e quer ouvir e ser ouvido, não é mesmo?! Você prefere conversar do que se perder no meio daquelas pessoas todas suadas, com aquela música extremamente alta depois de um dia cansativo de trabalho. Claro que uma boate de vez em quando ainda funciona, dançar, curtir com os amigos... Mas você vai ter que escolher entre sair na sexta-feira, depois de um dia inteiro de trabalho e estresse, tendo acordado super cedo ou passar o domingo inteiro de bode, deitada, sentindo o peso do mundo nas pernas, e ainda com os ouvidos zunindo por causa da altura que a música toca. Sem contar o cheiro de cigarro entranhado até na sua alma e, convenhamos, por mais que você fume, esse cheiro nunca é agradável.
Você nota a diferença quando almoço do horário de expediente vira evento. Aquele amigo que você não vê há tempos te liga e o programa que vocês dois têm disponibilidade de tempo para marcar é uma almoço no horário do expediente. Ele tem faculdade depois do trabalho e você ta fazendo aquele curso de especialização que você precisa fazer para manter seu estável emprego.
E sabe por que você não vê esse seu amigo há tempos? Porque agora vocês trabalham todos os dias de 9:00 as 18:00 e depois estudam de 18:20 às 22:40 e quando chegam em casa ainda fazem trabalhos da faculdade, estudam, comem, dormem. Porque nos fins de semana você tem que estudar pras provas da faculdade, porque seu o chefe te pediu pra apresentar um relatório enorme na segunda-feira ou porque simplesmente você precisa dormir até não acordar mais pra tentar descansar da semana bizarra que você teve, afinal de contas, você ainda é um ser humano.
É a idade que namorar tem um peso muito maior porque todo mundo te cobra se você vai se casar ou se vai continuar enrolando a moça.
Você repara. Simplesmente nota. É assim que acontece. Você nota que um dia dormiu inconseqüente e dono do mundo e que agora não quer mais ser mártir de nada. Que agora você ouve sua mãe falar e se sente culpado por não dar satisfação a ela naquele dia que esticou com a galera do trabalho e já está tarde. Porque ta tudo muito violento e deixar a velha em casa preocupada não faz mais parte da sua rotina de vida. Porque agora você enxerga a violência.

Porque a vida é assim. E ter o discernimento de curtir cada fase dela, a seu tempo, é a melhor parte de tudo isso.
Ser adulto é um saco, eu confesso. Todas as responsabilidades de ser um adulto são mais chatas ainda. Mas se entendermos que crescer não significa perder a juventude tudo se torna mais fácil de levar. Que não se precisa parar de brincar para ser adulto, e sim para de levar tudo na brincadeira...
E que para crescer, você tem que ser grande.


Esse relato vem de uma autêntica sofredora da síndrome de Peter Pan que está passando pela crise da meia idade aos 27 anos.

sábado, 20 de junho de 2009

La mia cantante...

Pelo telefone era fácil. Era como se eu pudesse me resguardar de todo o perigo que eu correria ao encontrar-me pessoalmente com ela. Trocamos algumas provocações, algumas declarações, algumas confissões. Estávamos nos conhecendo e nos encantando com as semelhanças. Era irreal, mas até o nosso aniversário era no mesmo dia.
Então resolvemos marcar de finalmente nos encontrar. Eu estava impressionantemente nervosa. Estava evitando colocar-me em risco havia algum tempo. Essa era mais uma das decisões que eu tinha tomado como resoluções para o ano novo.
Tomei a barca e rumei para o ponto de encontro. Coração na mão. Eu não entendia o porquê desse nervosismo. A conhecia apenas há uma semana, a situação era completamente contraria a qualquer romance. Mas eu ia. Caminhava esperando encontrá-la como havia desejado a semana toda desde aquele recado que recebi com o número do seu telefone.
Cheguei ao local onde combinamos. Ela estava lá. Só a visão já me agradou. Ela estava linda. Queimada de praia, de óculos escuros, cabelo milimetricamente penteado. Quando a vi meu coração saltou como se a conhecesse há anos e não a visse há tempos. Nos abraçamos. Pronto. Estava feito. Aquele cheiro me tomou de dentro para fora. Me perturbou o juízo, me alucinou. Me tirou do meu prumo e da minha realidade. Me acalmou e me acelerou. Não queria largar o abraço, mas seria impossível tendo em vista que nos encontramos no meio de uma praça pública do Rio de Janeiro, com centenas de pessoas ao redor.
Nos dirigimos ao ponto de ônibus pois iríamos para a casa dela. Eu não sabia sinceramente o que estava fazendo indo para a casa de uma estranha. A única coisa que sabia era que não queria ficar mais um minuto sem aquele cheiro.
Chegamos a sua casa. Ela se desculpou pela bagunça, mas não podia saber que meu olhar estava perdido em seu corpo, seus lábios, seu jeito. Na primeira oportunidade que tive tratei de me aproximar o suficiente para que ela entendesse que naquele momento tudo que eu desejava era seu beijo. E ela entendeu. Nos beijamos. E lá estava eu novamente próxima ao seu cheiro. E impressionantemente seu beijo era o complemento para seu cheiro. Dormimos agarradas. Claro. Eu não podia ficar longe daquele perfume. Era a sua pele. Era seu toque. Era como uma manhã de domingo ensolarado. E frio. Era a minha paz.
O despertador tocou me arracando de meu sono. Estava tarde, 7:30 da manhã. Hora de ir trabalhar. Olhei para um lado, para o outro e entendi o que estava acontecendo. O cheiro, o beijo, o toque. Me desesperei, mas entendi que tudo não passara de um sonho. Um lindo sonho de felicidade. E naquele sonho eu vivi intensamente tudo que o amor pôde me proporcionar. Vivi intensamente um amor de verdade...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

As cordas subiram, a âncora foi içada, a nau desaportou.
Talvez chamemos de âncora o encanto que outrora existira.
Talvez chamemos de grande o amor que outrora tivera.
Só não se deve permitir que se navegue na incerteza.

O caminho é longo e a embarcação percorrerá
Sem dores tristes das lembranças passadas
Sem lágrimas febris de vontades não conquistadas.
E sim com sorriso da felicidade infantil.

Porque a nau sempre continua
Ela caminha buscando seu porto
Chamando de grande o abrigo oferecido

Incessante caminho, percorre, serena
Sentindo que o porto a frente se encontra
E âncora em breve volta pra água...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Fevereiro, junho, valentim, santo antonio...

Dia dos namorados, data infeliz para todos os encalhados de plantão. Porque mesmo sendo uma data puramente comercial, este dia vem para esfregar na cara o tal encalhamento. É o dia em que você acha que todos no mundo estão namorando. E não importa para onde você olhe. sempre tem um casal apaixonado fazendo alguma idiotice que te faz sentir vontade de vomitar. Mas é uma vontade externa, só aparente. Porque no fundinho da alma, lá naquele cantinho escondido dentro, você está louca pra falar um monte de idiotices, com voz de bebê, chamando o ser amado de titiquinha, macaquinha e qualquer outro inha que seja bem ridículo.
É aquele dia que você queria mesmo era ir a um shopping enorme, entupido de gente, que te faz pensar que toda a população do Rio de Janeiro decidiu ir para o mesmo shopping que você. Você quer mesmo é enfrentar as filas homéricas no estacionamento quente e lotado. Quer ser parte integrante daquele aglomerado peculiar de pessoas em frente ao McDonald’s, ouvir a gritaria incessantes dos pobres atendentes que precisam ser ouvidos: “SAI UM NÚMERO 2 COM BATATA MÉDIA E COCA-ZERO”, com um carrinho de bebê batendo na sua canela porque o pai está olhando pro lado esquerdo, onde uma morena gostosa está passando e a mãe ta no celular falando com a prima da tia da colega de trabalho pra pegar uma receita de corvina ao molho de camarão pra fazer no domingo para a sogra.
É nesse inferno que você quer entrar para gastar o que lhe sobrou do pagamento do mês naquele casaco (ou tênis, ou um outro objeto qualquer) só porque você ouviu um dia, há 3 meses atrás, que a pessoa queria aquele casaco (ou tênis, ou um outro objeto qualquer). E é o restante do seu pagamento, todo o dinheiro que você tem naquele momento porque você faz questão que seja algo bem caro, bem expansivo. Como se isso fosse fazer seu amor amar-te eternamente.

Aqui no Brasil comemoramos o dia dos namorados em junho. E há uma explicação muito lógica para isso. Todos os meses do ano são compostos de pelo menos uma data comercialmente importante. Dia das mães, dia dos pais, dia do amigo, dia da avó, férias, páscoa, dia das crianças... E em junho? Você vai pular a fogueira de São João e se dar por satisfeito? Ou ir à uma quermesse de Igreja e se sentir feliz?
Pensa comigo: Quais as datas comemorativas que vendem mais? Os Dias né? Dia das mães, dia dos pais, dia das crianças.... Em fevereiro, quando originalmente comemora-se o dia dos namorados – explicações aprofundadas no parágrafo abaixo – aqui no Brasil tem o tão esperado e comemorado carnaval, correto? Sim, claro! O dia das mães é em maio. O dia dos pais só em agosto. Entre maio e agosto ainda moram junho e julho. 2 meses que afastam o comércio de se manter em alta. Mas julho são as férias escolares, que geralmenta ajuda porque para sanar a carência dos filhos os pais gastam rios de dinheiro. E em junho? Vamos fazer todos os casais gastarem dinheiro com jóias, perfumes, roupas, jantares, flores, chocolates, cinemas e motéis, pensaram, em algum momento, os comerciantes.
Há quem diga que aqui no Brasil o dia dos namorados é comemorado em junho por conta da festa de santo Antônio, o santo casamenteiro. Meu Deus, se for por isso é mais de mal gosto ainda, não concordam?
A mulherada encalhadona, fazendo promessa, novena, oração, macumba, amarração... Tudo para tentar melhorar sua situação afetiva de alguma forma. O pobre do santo é afogado, virado de cabeça pra baixo. Fazem as mais diversas maluquices e baixarias por conta de um grande amor. E ainda me colocam a data mais depressiva do ano para os encalhados de plantão justamente no dia anterior ao dia do santo casamenteiroo? Prefiro acreditar que é puramente comercial o motivo. Porque ou os responsáveis pela comemoração dos dias dos namorados queriam matar as solteironas de vez, ou queriam incendiar as igrejas com todas as velas que são acesas, ou queriam ver todas as encruzilhadas da cidade repletas das mais variadas macumbas possíveis.

Historicamente falando, dia dos namorados é comemorado dia 14 de fevereiro, dia de são Valentim.
São Valentim foi um bispo romano que, contrariando as imposições do imperador Cláudio II, continuou celebrando casamentos, mesmo tendo sido proibido pelo seu imperador. Mas são Valentim não queria saber disso não. Ele queria mais era celebrar o amor entre os que se amavam. Claro que foi descoberto em suas práticas e condenado à morte. Enquanto estava na cadeia esperando a morte chegar, ele recebia flores e cartas dos jovens dizendo que ainda acreditavam no amor. Certa vez recebeu uma carta de uma moça cega, filha de um dos carcereiro, que, por sua vez, certamente estava predestinado a vir brasileiro em alguma encarnação, arrumou um jeitinho para a filha encontrar o amoroso Valentim. Ela encontrou-o, os dois se apaixonaram e ela recuperou a visão. Mas infelizmente nada impediu que a cabeça de Valentim continuasse no lugar e ele foi decapitado dia 14 de fevereiro de 270 d.C.

Recalques à parte, celebre o dia dos namorados, mas por favor, não dê tanto mérito assim para ele. É apenas uma data. Não se permita sofrer horrendamente por apenas esse dia. Valorize o que há de ser valorizado. Você namorou o ano inteiro... não se desespere de estar solteiro nesta data! A vida é curta minha gente. Temos muito que aproveitar. E se hoje é dia dos namorados e você está aí, curtindo a maior fossa, mude. Tome um banho daqueles, coloque uma bela roupa e vá para o shopping que citei acima. Quem sabe seu conto de fadas não está por lá....

terça-feira, 2 de junho de 2009

Presa ao Presente

De repente, ao tentar enxergar seu futuro, você não consegue ver nada.
E olha para trás, tentando enxergar seu passado e o mesmo acontece.
Encare a realidade: você está presa ao presente.

Uma prisão um tanto quanto interessante, se for avaliada pelo prisma de quem quer realmente enxergar a sua volta.

Permitir que o que passou atrapalhe o que está por vir nada mais é do que permanecer vivendo eternamente aquilo que menos se queria ter vivido. É repetir os erros, é não aceitar o amadurecimento. É simplesmente não viver.

Querer acelerar que o que está por vir também não permite que você olhe para o hoje com os olhos de enxergar. É manter-se preso a expectativas, a sonhos. Deve-se sonhar sim, deve-se sonhar sempre. Entretanto, deve-se também ter em mente que metas irreais angustiam e quem nem sempre pode se ter tudo o que se deseja. Nem sempre se conquista um sonho. É natural, faz parte das frustrações naturais da vida e ninguém há de perder as esperanças porque sofreu uma ligeira frustração. Tudo bem, a frustração pode ter sido enorme, mas convenhamos que o sonho deve ter sido inversamente proporcional, concorda?
Viva. Ame. Doe-se. Magoe-se. Aprenda. Doe-se novamente.

Não importa quantas vezes se tenta, o que importa de verdade é tentar com o coração puro e aberto às novas experiências que estão abrindo-se à sua frente.

Sonhe.
Sonhe o irreal e o improvável, mas saiba discernir o que tem ou não chances palpáveis de acontecer para que a queda não provoque danos irreparáveis.
Não perca tempo querendo discutir ou entender de onde os sentimentos vêm. Sinta-os. Invariavelmente eles mudarão ou até deixarão de existir, sendo um tanto mais drástica. E em algum dia você se pegará pensando em como teria sido bom conseguir viver aquele sentimento no tempo certo dele ter acontecido.

Não procure o que você realmente não quer saber. Tenha senso de auto preservação. Você acha que seu coração suporta mais simplesmente porque seus ouvidos querem ouvir uma verdade que você criou.


Conselhos?
Talvez não. Talvez eu tenha me prendido ao presente e esteja colocando para fora o que me faz mal do passado....



PROBLEMA ou FATO

Em mais uma de minhas incansáveis buscas no profano interior de minha mente, ontem, me ocorreu uma idéia que quero dividir com todos. Na verdade essa idéia faz parte de meus pensamentos desde que me entendo por gente, mas ontem decidi dividí-la para saber se sou incoerente demais, louca demais ou com tempo ocioso demais.
Eu estava analisando a sutil – e importantíssima – diferença entre um problema e um fato. Tenhamos em mente que precisamos analisar no senso comum, no geral. Analisar cada caso levaria uma eternidade, e convenhamos, esta nem se trata de uma teoria que modificará o mundo. Talvez a proposta dela seja aumentar a possibilidade de tentarmos modificar a maneira como encaramos nossa vida. Talvez um “brincar de Poliana” dos tempos hodiernos. Uma perspectiva mais “pra frentex” das merdas que acontecem conosco.
Vamos lá.
Você consegue definir para mim o que é um problema? Ou um fato?
Tenho para mim que problema é toda situação que requer solução. Seja ela fácil ou difícil, rápida ou demorada. Mas há uma solução. Sempre há. Quando um problema não tem solução automaticamente ele deixa de ser um problema e passa a ser um fato, ou seja, algo que irreparavelmente vai acontecer, faço o que fizer. Deixo claro aqui que nem fato e nem problema são ruins ou bons. Às vezes são um, outras são outro, mas não são facilmente definidos apenas pela sua descrição. Há necessidade de um entendimento maior dos mesmos para que se possa adjetivá-los desta forma.
Vejamos os exemplos. A morte? Fato ou problema?
Fato. Ela vai acontecer, quer você queira, quer não. Não há solução que evite que ela aconteça. É ruim? Não, é apenas um fato.
Ficar doente por conta do cigarro? Problema. Você foi imbecil o suficiente para permitir-se viciar e manter-se viciado em algo que, aplicando a lei do máximo, o máximo que faria era te matar, aos poucos, com alguma doença muito bizarra que te sugaria até o último suspiro.
Geralmente queremos que o fato vire problema e o problema vire fato. Tentar entender que um fato simplesmente é deve ser algo além da imaginação. É no sentido “ser” da coisa e não somente um verbo de ligação. É. Ele existe, acontece. Irremediavelmente acontece. O problema aparece como o desafiador de nossa capacidade psico-intelectual. Ele aparece para que aprendamos a lidar com as mais diferenciadas situações que a vida proporciona. Para que achemos, muitas vezes, que, de tão complicado, não tem solução. Problema aparece para que possamos crescer.
Tentamos resolver o fato e explicar o problema.
Somos seres humanos.
Fato ou problema?

Eu sou chata, azeda, exigente. Gosto de regras. Aliás, preciso delas. Isso não significa que eu não as quebre vez ou outra. Me perco com mu...