sábado, 5 de abril de 2008

E tem motivo aparente? Masoquismo, só se for...

Hoje à tarde eu estava em casa, passeando por alguns blogs e me peguei pensando:

Por que cargas d’água nos apaixonamos?

Convenhamos: é um desgaste totalmente desnecessário.

Conhecemos uma pessoa. Início de todo o problema. Ela é linda, interessante, o papo dela é interessantíssimo, vocês gostam das mesmíssimas coisas.

Eu acredito que dentro de nós, seres humanos repletos de imperfeições e desatinos, haja um tipo de modelo. É como se já soubéssemos exatamente o que queremos ou não perto de nós. Sabemos, ou pensamos saber, quais qualidades admiramos, quais defeitos não suportamos. Eu vou até mais longe... Achamos que só nos atraímos por determinados biotipos. O que, por experiência própria, é uma grande mentira. Esse modelo, ou molde, como preferirem, é o que imaginamos que seja a perfeição para nós. Sabemos mais precisamente do que “não gostamos”. Qualquer coisa que venha longe disso pode ser aproveitado de alguma forma.

Daí rola aquele clima – primeiro e imprescindível passo: a reciprocidade. Ela se interessou por você também. Um ponto pra você, meu jovem! Atualmente, reciprocidade de qualquer sentimento é material escasso no mercado.

Vocês trocam uma idéia. Ela se surpreende com o que vê em você, e você se encanta a cada dia mais com o “jeitinho” meigo dela.

Telefonemas daqui, mensagens dali. Vocês se conhecem a cada dia mais e a vontade de estar perto dela é cada vez maior. Pronto! Está feito! Certo dia, depois que ela foi embora da sua casa, você se pega agarrada com uma camisa sua que ela usou na noite anterior para dormir. O cheiro que está na camisa parece tomar conta de você como se você não fosse capaz de respirar naquele momento se suas narinas não estiverem em contato com aquele tecido. Você está totalmente apaixonada. Como uma idiota!

Você liga, corre atrás, demonstra o que sente, fala pra ela que ela é linda. Mas nada disso, nunca nessa vida, será suficiente para mulher alguma. Você tem que aprender a olhar pra ela e saber o que ela gosta como ela gosta. Você tem que entrar no jogo dela.
Se demonstra demais, é grudenta. Caso demonstre de menos, não se importa (li algo parecido com essa frase hoje... por isso pensei mais ainda no assunto). E se você não aprender tudo o que ela gosta, quer, sonha ou deseja em menos de um mês... Adiós muchacho!!! Tomarás um pé na bunda sem a menor explicação.


E sabe qual é a pior parte?

Em algum tempo você estará ou pensando nela loucamente e querendo tê-la de volta ou, a pior de todas as hipóteses, vai se apaixonar por outra e terá de viver tudo isso outra vez...

E VIVA A COMPLEXIDADE DO SER HUMANO!!!!!!!!!!

Eu sou chata, azeda, exigente. Gosto de regras. Aliás, preciso delas. Isso não significa que eu não as quebre vez ou outra. Me perco com mu...