sexta-feira, 25 de março de 2011

Vai.
Externa o que você sente.
Sai dessa clausura que te corroeu tanto esse tempo.
Mostra pro mundo, vai, pode mostrar.
Grita, berra. Agora dá.
Agora é permitido, assim é que faz sentido.
Agora não tem mais amarras que te prendem a solidão de nós dois.
Agora não tem mais nada contra e nem tempo.
Não tem mais contratempo. Não tem mais contravenção.
Eu prefiro me resguardar à solidão.
Vai... grita agora, pode gritar.
Meus ouvidos não vão ouvir nada disso.
Meus ouvidos estão tapados para a tua voz.
Porque tua voz foi tudo o que eles ouviram durante essa clausura que te amargurou.
Vai... vai e me esquece.
Vai gritar que é o que você precisa agora.
O que você precisa agora é bem diferente do que eu quero.
E o que eu quero agora também não importa.
E o que importa é exatamente o que não quero falar.
Não quero porque não dá.
Não posso porque agora está difícil até de respirar.
Vai... Me deixa um cigarro e vai.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Desculpa ter demorado tanto a chegar.
Foi a pressa de te encontrar que não me permitiu encurtar o caminho.
Foi o sonho de viver ao teu lado que me fez correr tanto.
Foi a espera da verdade que me fez perder o encanto.

Desculpa se fiquei tão pouco tempo.
Era hora de partir, eu notei o momento.
Era tempo de calar e viver sozinha
Era o dia de viver tuas promessas e as minhas

Desculpa, mas não sei volto agora.
Não sei entrar pela porta de trás
Não sei viver pra sempre nem nunca mais
Não sei sonhar o meu sonho e o teu

Desculpa, mas agora não vou me desculpar
preciso apenas parar de pensar.
pra ver se aqui dentro consigo guardar.
um sorriso que um dia já me foi tão real.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Todo carnaval tem seu fim

Acabou. Todo carnaval tem seu fim e a quarta feira de cinzas pode levar muito mais do que simples foliões de volta a realidade. A quarta pode te deixar perdida. Pode fazer sua sexta não ter sentido. Pode fazer seu sábado ficar vazio. Pode fazer até as 18 horas parecerem um martírio, pode fazer seu almoço ficar sem gosto, pode fazer seu gosto ficar sem encanto.
Felicidade é apenas um ponto de vista. Sonhos também. Desejos então eu nem comento. E eu adoro o ponto de vista que enxergo as coisas.
 Viva intensamente seu carnaval. A folia de seu grande amor. Viva intensamente ao menos um grande amor na sua vida. E cante. Com a voz encantadora, com o tom ideal.
Sem drama, sem lágrimas, sem dor. Aliás, com tanta dor que te faz até ficar dormente. Dormência... essa  é a palavra momento. Dormência deve vir de dormir. E tudo que eu mais queria era dormir... mas o espaço tá grande demais, nem sei ocupá-lo.
Então, vou ficando dormente, com sono e esperando. O próximo carnaval quem sabe possa perdurar... 

domingo, 17 de outubro de 2010

PASSADO ALHEIO

Viajar pelo passado não faz bem. E nem falo isso diretamente para o meu passado. Hoje o que se tornou perigoso para mim é viajar pelo passado alheio. E infelizmente não posso evitar. Ele é presente. Ele é diário, ou “findisemanário”, se essa palavra existisse.

Eu tenho uma visão de passado muito diferente. Na verdade, eu encaro o passado como um grande guia de lições. Atitudes que tomamos e que funcionaram ficam armazenadas em um lugar para “o que devo fazer”, claro que cada uma em sua subpasta de situação. Atitudes péssimas que tomamos vão para o lixo “inexcluível” (gente, eu estou inventativa hoje!). É lixo porque não serviram para nada de bom. E inexcluível porque se elas pudessem ser excluídas certamente não aprenderíamos nada com elas e as tomaríamos novamente, como num ciclo sem fim de erros idiotas. O primeiro passo para o crescimento quando se erra é se notar que está errado. Os passos posteriores vão da inteligência de cada um.

Não gosto de passado alheio. Principalmente aquele que assusta. E todos temos um passado que assusta aos outros. Até nossos passados corriqueiramente nos assustam. Sabe aquelas situações que, quando você olha pra traz você se pergunta: Aonde eu estava com a cabeça? Então, isso se encaixa em passados que assutam. Claro que há aquelas em que você pensa isso e ri de si mesmo. Há muitas que eu não viveria se tivesse a consciência que tenho hoje.

Eu sou muito precisa sobre o que quero e o que não quero por perto. E tenho isso tão intrinsico que não me amedronto com o meu passado. Me divirto, me envergonho... tá, confesso, às vezes me amedronto sim. Mas sei que não faria novamente. Simplesmente porque não cabe em quem me tornei, em quem sou hoje.

Não, não sou perfeita. Mas não gosto de ser chamada atenção. E acho que o pior esporro é aquele que vem da consciência.









quarta-feira, 7 de julho de 2010

UMA VERGONHA RUBRO NEGRA.



Eu, como uma grande admiradora do futebol em todo o mundo, e uma torcedora “roxa” do Flamengo, preciso deixar exposta aqui toda a minha vergonha nesse momento. Vergonha de dizer que sou rubro-negra de coração, vergonha de ter, por tantas vezes, venerado o nome de um homem sem escrúpulos, sem humanindade. Um monstro sem sentimentos. Seu nome: Bruno.
Culpado ou não, eu tenho minhas verdades. E a verdade que carrego nesse momento é que um homem que defende a camisa de um time, um homem público e adorado pela maior torcida do mundo não poderia, em hipótese alguma, ser nem citado em um crime hediondo como esse, quanto mais ser considerado principal suspeito, pagando traficantes para sumir com o corpo de qualquer pessoa.
O clube de regatas do Flamengo, criado inicialmente para sediar o remo como seu esporte principal, passou, a partir de 1912, a ser o portador de um dos melhores times de futebol do mundo. 31 vezes campeão carioca, 5 vezes campeão brasileiro, campeão do mundo! Um clube que foi eleito pela FIFA como um dos 9 maiores times do mundo. Time de Zico, de Junior... de grandes vitórias. O time da raça, do amor e da paixão agora é esculachado por qualquer vagabundo simplesmente porque esse animal comete um crime estúpido como esse.
Crianças, adultos, velhos... ninguém mais sente o orgulho de ser rubro-negro que antes assolava nossos corações. Meu coração é sim rubro-negro, mas agora ele está dolorido por saber que meu time está se tornando quase um presídio ambulante.
O que precisa ficar claro para todo mundo é que nós, torcedores do Flamengo, estamos sofrendo muito por saber que tínhamos como nosso principal ídolo um monstro. Não precisamos agora de mais críticas, de apontamentos. Nós não somos o Bruno. Somos torcedores e não podemos adivinhar o que se passa na vida de nossos jogadores. Isso cabe aos diretores do clube. Eles têm que averiguar isso para que o time não seja o que está se tornando.
O que é o flamengo agora? Time de bandidos, viciados, traficantes? Time de um assassino frio e calculista que é capaz de permitir que desossem uma mulher dê a sua carne para um cão comer?
O Flamengo é muito mais que isso. O Flamengo é a vitória em campo, é o Maracanã cheio. São as vozes de seus torcedores gritando, juntas, o hino, as músicas, o nome de nossos ídolos.
E se for pra continuar como está, preferiríamos que o nosso Flamengo continuasse mantendo o Remo como seu esporte principal. 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

De corpo e alma

Analisando friamente algumas situações que acontecem ao meu redor eu cheguei a terrível conclusão de que nunca se sabe ao certo quando realmente vamos crescer. Não sabemos nem o que é crescer até que isso realmente nos aconteça. Desde muito cedo temos sonhos e planos que desejamos realizar algum dia. Algum dia longe do presente momento em que se sonha. Desde cedo falamos que aos 18 vamos morar sozinhos, comprar um carro, ganhar muito dinheiro em um emprego fixo e bom. Casaremos, teremos filhos. Mas são apenas sonhos. São planos para um futuro que dificilmente concretizaremos aos 18 anos de idade. Me tiro como exemplo disso. Um dia dormi completamente adolescente a acordei meio adulta. E me sinto cada dia mais adulta, cada minuto mais madura. O que me indago é que isso realmente deve ser cultural. Há lugares onde um adolescente de 16 anos já é considerado um adulto, com exigências de adulto, com escolhas de adulto. Se aos 16 eu tivesse sido cobrada dessa forma acho que teria surtado. Precisa de pressa para crescer? Não gosto das coisas com pressa, apesar disso ser uma afirmação um tanto quanto irônica em se tratando de mim, pois encaro tudo com a intensidade de um furacão. Mas se pararmos para analisar até um furacao leva seu tempo para se formar e se tornar o estrondo que é. Ou deve ser... nunca vi um!


Tudo há seu tempo... Levei quase 28 anos para encarar um relacionamento da forma como se deve encarar um relacionamento: sério, leal, sincero, honesto, fiel, recíproco. Levei quase minha vida inteira para entender que mãe e pai também erram, que eles também são seres humanos, que eles também tem uma vida que, por opção, meio que abdicaram ao nos colocarem no mundo, mas que também são passiveis de erros e deslizes. E que não devemos julgá-los para sempre por isso. Às vezes vale à pena fazer vista grossa pra tentar viver melhor consigo mesmo.

Não vou deixar de ser eternamente apaixonada pela vida porque tiro algo do seu lugar e coloco novamente para não instalar a zona pela casa. Porque atualmente prezo um bom almoço e um bom jantar à mesa ao invés de toda torta no sofá, sem estrutura para cortar nada, e com grandes chances de provocar um acidente que me causará maiores trabalhos posteriores. Porque agora tomo mate ao invés de coca-cola diariamente porque o sobrepeso me faz muito mal aos joelhos. Não me considero menos divertida porque descobri que louça e roupa não são auto limpantes e porque agora dou muito mais valor ao trabalho que a minha mãe sempre teve em casa. Casa é algo que se suja por existir. Você acaba de limpar e já se pega triste por ver aquela maldita poeira se formando no canto da sala. Ainda mais quando sua cozinha e seu banheiro são completamente brancos e novos. Não curto menos a vida por ter diversão em lavar as roupas da semana, por esperar minha esposa chegar do trabalho de banho tomado e com a casa arrumada e por ficar feliz se no fim do mês conseguir pagar todas as contas. Meus programas agora acabam muito mais cedo do que antes porque simplesmente prefiro dormir mais cedo para curtir mais o dia seguinte.

Eu reservo em mim um espaço para as criancices e as traquinagens que sempre foram peculiares dessa locutora. Gosto de brincar, mas agora vejo a hora e o local para as brincadeiras. Prefiro um bom vinho dosado, sentada no sofá da minha casa, acompanhada somente do meu amor do que diversas doses de pinga, em um boteco qualquer, que sempre me fizeram agir de forma estranha e diferente do meu regular jeito de ser. Fico angustiada pela falta de grana e simplesmente não consigo mais sair com 5 reais no bolso.

Se isso é ser adulta, estou adulta de corpo e alma. E o que mais me intriga é que estou adorando isso...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Revistas de embelezamento me cansam...

Hoje à tarde, num momento de descontração e lazer, eu encontrei em casa uma revista e peguei-a para folhear, ver as modas, as pessoas...
Era uma dessas revistas de embelezamento feminino.
O que me assusta no conteúdo dessas revistas é que o tal embelezamento dito nessas revistas deve ser privilégio somente para aquelas mulheres naturalmente lindas, com corpos esculturais. Gente, cada vez que me pego lendo alguma matéria dessas revistas eu me sinto a pessoa mais horrenda do mundo e com a menor força de vontade também. O conteúdo delas geralmente me faz ver que realmente eu não sou público alvo para elas. As reportagens sobre dietas me fazem ter pena das pessoas que as seguem. E me faz refletir se é humanamente possível seguí-las. O infeliz que escreve (ou a infeliz que escreve) deve se divertir muito pensando: “HUA AH AH, VAMOS FAZER TODOS OS GORDOS DO MUNDO MORREREM. DE FOME”.
Tem dietas ali que me fazem rir de desespero:
Coma uma fatia de pão integral com queijo cotage e meio copo de leite desnatado.
Ok, como. Mas o café da manhã vai ser o que mesmo?
Sem contar nas infinitas possibilidades de se fazer uma abdominal. E olha que essas revistas são tão convincentes de que aquelas tais maneiras de se fazer as abdominais são funcionais que a pessoa que tá lendo é capaz de largar a revista e se deitar no chão para começar o exercício naquele minuto.
Nessas revistas têm 1001 maneiras de prender seu homem na cama. Obrigada, não me interessa. 439 verdades sobre os orgasmos. A verdade sobre o orgasmo é uma só: ou você tem, ou não. 35 maneiras de andar de salto. Mais uma que eu passo adiante.
Enquanto eu folheava a revista me peguei com uma reportagem que me deu arrepios.
A reportagem denomina-se: 11 verdades que os homens adoram sobre mulheres. Já parei e analisei se valeria a pena gastar meu tempo lendo o título. Resolvi dar um crédito e tentar acabar com esse meu “pré-conceito”. E também fiquei curiosa quanto as asneiras que poderiam estar escritas.
A primeira verdade era: seu jeito suado quando sai da ginástica. Parei. Jura? Eles reparam nisso?
Agora, a segunda dica me chamou muita atenção. Eis: Quando usa as roupas dele. Logo pensei: ou a mina é sapa e o cara não tá notando, ou o cara tem a mesma tara que eu.
Eu acho um charme mulher andar em casa de blusa social de homem. Daquelas brancas, com os dois primeiros botões superiores abertos, so de calcinha. Acho um tesão mesmo. Puro fetiche.
Então pensei: finalmente algo que me interesse. E fui ler.
Serei obrigada a copiar fielmente o parágrago para que vocês possam entender meu desespero:
“Por que será que a sua visão desfilando com uma das camisas dele – e somente isso – o deixa num estado de felicidade quase selvagem? Talvez seja um sentimento meio animal e possessivo deles de olhar e pensar: Ela é minha! Bem, e daí? Os homens tremem ao pensar que somos sua propriedade. E que mal há nisso, desde que a retribuição sejam orgasmos e diamantes?”

PÁRA TUDO!

Vocês leram essas últimas linhas? As duas últimas!!!
Esquecam as outras, porque se pararmos para analisar a quantidade de idiotice escrita vamos ficar até amanhã de manhã. Já está tarde e eu realmente preciso dormir. Mas jamais conseguiria dormir sem externar a minha indgnação para com estas últimas duas linhas.
Há mulheres que pensam dessa forma? Tipo, vamos fazer os caras acharem que somos deles pra eles nos darem orgasmos e diamantes???
Meu Deus!!! Eu nunca esperei ler isso na minha vida.
Para quem eu amo eu dou presentes para ver a pessoa feliz. Para poder admirar o sorriso, a surpresa. Para demonstrar palpavelmente que em algum momento do dia eu parei e dediquei meu pensamento somente para ela.
E orgasmo? Eu sempre quero prover um orgasmo. Sempre. Na verdade eu acho que eu faço sexo para que a outra pessoa sinta prazer, meu prazer mora aí. Não imagino o que seja transar com alguém sem que isso aconteça. E se não acontecer e a transa for maravilhosa, como geralmente é quando estamos devidamente apaixonados, o orgasmo é consequência.

O que passa na cabeça dessas pessoas que escrevem esse tipo de abobrinha? Estudam 4 anos de jornalismo para escrever esse tipo de asneira? E ainda se sentem no direito de reclamar porque acabaram com a obrigatoriedade deste diploma?
Claro que eu não acho que temos que discutir a existência de ETs o tempo todo, ou temos que analisar a teoria relativista ou as consequências da crise mundial, nada disso.
Mas será que não há nada mais interessante para falar além de resumirem mulheres, que lutam tanto pela independência, à dinheiro e sexo?

E olha que o nome da matéria é “ATITUDE”.Que me perdoem os que gostam desse tipo de revista, mas eu prefiro continuar sem atitude. E com um preconceito agora ainda mais acentuado. E fundado também.

NÃO TEM COMO PARAR

Ando descobrindo muitas coisas nessa tal de vida adulta. Que é difícil, todo mundo sabe. Mas pra uma pessoa neurodivergente o troço se embol...