terça-feira, 4 de agosto de 2015

Brigas acontecem. Não existe fórmula perfeita para um casal manter-se eternamente em lua de mel. Um dia um acorda azedo, o outro acorda sem saco.

Tem dias que simplesmente não queremos falar. Tem dia que estamos presos dentro de nós mesmos, solitários e querendo apenas transformar as horas do dia em momentos de produção e aperfeiçoamento individual. Individual. Só um.
Outros dias queremos somar, unir, sorrir. Queremos um colo, um afago, um sexo. E assim a vida segue.

O amor não se constrói em dois dias. Inclusive sinto muito medo de amores que se constroem em dois dias.  Há quem saiba viver construindo e desconstruindo castelos, planos, sonhos. Eu não.

Entramos na era de gerações dos que não consertam, trocam. E a maioria desses relacionamentos fugazes acontecem justamente no momento que as flores murcham. Regar? Não. Vamos na lojinha e compramos outra.

Casamento é flor. É necessário água, carinho e amor. Paciência, por favor. Mais um pouco de paciência para aguentar a lua minguante. Dois seres, dois pensamentos, duas individualidades. Sonhos em comum, e outros nem tanto. Eu sou tradutora, ela quer ser chef. Adequamos os horários. Ela é fluminense, eu sou flamengo, adequamos os xingamentos. Ela é quente, eu também, adequamos nossas brigas.


A vida fica mais fácil quando entendemos que é necessário adequar-se a fim de manter a boa convivência. Brigas? Fato. O que realmente importa é que no fim do dia, no fim da briga, um sorriso ou apenas um olhar te faz sentir o estômago revirar. De felicidade.

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