Algumas atitudes me fogem ao entendimento. Não sei se sou careta demais, velha demais pra minha idade ou se somente interiorizei certas verdades que hoje fazem parte do meu caráter e da minha personalidade. Citando uma grande amiga minha: Defeito ou qualidade? Não importa. Eu chamo de característica.
Talvez lendo esse texto-desabafo as pessoas me considerem pedante ou arrogante, ou qualquer outro adjetivo para justificar meus atos. Não sou nada disso, muito pelo contrário. Apenas acredito no que considero certo. E não sofro de síndrome de Gabriela não (eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim, Gabrieeeela). Longe de mim. Eu posso acreditar piamente em algo e subitamente mudar de opinião porque percebi que minha crença era infundada. Só que para eu mudar minhas opiniões é necessário, no mínimo, que os argumentos ultilizados sejam bem convincentes.
Não gosto de briga. Mesmo. Tenho um jeito bem agressivo de falar, mas isso é define-se muito facilmente: sou muito melhor com as palavras escritas. Não boa em discursos orais, tampouco demonstrar propriamente o que estou sentindo. Principalmente se algo me emputecer. Eu prefiro ficar na minha, guardar, digerir e depois conversar.Se eu explodir, acredita, não vai sair nada de bom.
Quando eu estou errada, assumo, peço desculpas, aprendo com meu erro e tento avidamente não cometê-lo novamente.
Gostaria tanto que a humanidade entendesse: Eu te amo não custa R$ 1,99 e nem comprei em atacado em algum ching-ling desses do Saara. Essas palavras têm uma força que só quem ama sente.
Aliás, todas as palavras tem uma força brutal na nossa vida. Tudo que proferimos é exatamente o que estamos chamando pra perto de nós mesmos.
Amigo é um termo sagrado e aplicado somente para poucos seres humanos, iluminados e especias. Amizade é o mais sagrado dos relacionamentos depois do amor materno.
Nós somos exatamente o que queremos ser e o que demostramos ser. Conhece-se as características de um ser humano através de suas atitudes, gestos e palavras. E para se alterar todo um comportamento simplesmente "do nada", deve-se, no mínimo, entender quando alguém ao nosso redor não compreender.
Casamento é baseado em amizade, cumplicidade, verdade, companheirismo, lealdade, fidelidade. Tudo isso temperado com desejo, paixão, ciúme. Tudo dosado. Por experiência própria, quando se alcança isso vive-se em plenitude um grande amor.
O impossível não existe para um coração apaixonado. Existe sim o discernimento entre o que é plausível e o irreal.
Deve-se sempre acreditar nos sinais e seguir a intuição.
Os olhos falam o que a boca teme dizer.
Hoje não estou buscando métrica. Não estou buscando nada, na verdade.
To explodindo. Cabeça rodando, peito em erupção, olhos descrentes, alma solitária. Quase costurando a porra boca pra ver se ela respeita o que meu cérebro pensa e não faz a merda de falar demais novamente. E falar merda.
Enfim. Não estou num bom dia. Deu pra perceber?
domingo, 8 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
Um amor puro não sabe a força que tem. Meu amor eu juro que é teu e de mais ninguém.
Minha Vida, olhos de escudo...
Ei, volte aqui, não tenha medo
Os meus olhos não escondem segredos
Eu sou assim mesmo
Ei, volte aqui, aonde pensa que vai?
Logo agora que sentou à minha frente e diz
que o vento leva o meu cheiro até você
Mas tenho que confessar
Achei que iria ser mais fácil
Detesto imaginar
A possibilidade de fracasso
É que eu tenho que derrubar os seus muros
Preciso desvendar esse teu mundo
Eu sei que vou desmoronar
Seus alicerces sempre tão seguros
Até você baixar a guarda
Dos teus olhos de escudo
Eu vou entrar, vou entrar
Teus olhos de escudo
Deixa estar, deixa estar
Ei, desliga não
Me deixa gastar mais o teu tempo
Me explica o que eu não entendo
Ei, volte aqui, aonde pensa que vai?
Logo agora que sentou à minha frente e
diz que o vento leva o meu cheiro até você
Minha Vida, olhos de escudo...
Ei, volte aqui, não tenha medo
Os meus olhos não escondem segredos
Eu sou assim mesmo
Ei, volte aqui, aonde pensa que vai?
Logo agora que sentou à minha frente e diz
que o vento leva o meu cheiro até você
Mas tenho que confessar
Achei que iria ser mais fácil
Detesto imaginar
A possibilidade de fracasso
É que eu tenho que derrubar os seus muros
Preciso desvendar esse teu mundo
Eu sei que vou desmoronar
Seus alicerces sempre tão seguros
Até você baixar a guarda
Dos teus olhos de escudo
Eu vou entrar, vou entrar
Teus olhos de escudo
Deixa estar, deixa estar
Ei, desliga não
Me deixa gastar mais o teu tempo
Me explica o que eu não entendo
Ei, volte aqui, aonde pensa que vai?
Logo agora que sentou à minha frente e
diz que o vento leva o meu cheiro até você
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Metade
Me inspirei no blog de uma pessoa que admiro muito. O tempo também me falta, apesar de sobrarem palavras. Inclusive começo diversos textos em minha cabeça, mas muitas vezes o cansaço não me permite sequer alcançar o laptop.
Então vai aí um dos textos que mais me tocam...
Simplesmente porque sou metade...
Metade (Oswaldo Montenegro)
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.
Então vai aí um dos textos que mais me tocam...
Simplesmente porque sou metade...
Metade (Oswaldo Montenegro)
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio;
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca;
Porque metade de mim é o que eu grito,
Mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe
Seja linda, ainda que tristeza;
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante;
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta
A um homem inundado de sentimentos;
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço;
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada;
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão...
Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável;
Que o espelho reflita em meu rosto
Um doce sorriso que me lembro ter dado na infância;
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
A outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais;
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade para faze-la florescer;
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção...
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade... também.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Vai.
Externa o que você sente.
Sai dessa clausura que te corroeu tanto esse tempo.
Mostra pro mundo, vai, pode mostrar.
Grita, berra. Agora dá.
Agora é permitido, assim é que faz sentido.
Agora não tem mais amarras que te prendem a solidão de nós dois.
Agora não tem mais nada contra e nem tempo.
Não tem mais contratempo. Não tem mais contravenção.
Eu prefiro me resguardar à solidão.
Vai... grita agora, pode gritar.
Meus ouvidos não vão ouvir nada disso.
Meus ouvidos estão tapados para a tua voz.
Porque tua voz foi tudo o que eles ouviram durante essa clausura que te amargurou.
Vai... vai e me esquece.
Vai gritar que é o que você precisa agora.
O que você precisa agora é bem diferente do que eu quero.
E o que eu quero agora também não importa.
E o que importa é exatamente o que não quero falar.
Não quero porque não dá.
Não posso porque agora está difícil até de respirar.
Vai... Me deixa um cigarro e vai.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Desculpa ter demorado tanto a chegar.
Foi a pressa de te encontrar que não me permitiu encurtar o caminho.
Foi o sonho de viver ao teu lado que me fez correr tanto.
Foi a espera da verdade que me fez perder o encanto.
Desculpa se fiquei tão pouco tempo.
Era hora de partir, eu notei o momento.
Era tempo de calar e viver sozinha
Era o dia de viver tuas promessas e as minhas
Desculpa, mas não sei volto agora.
Não sei entrar pela porta de trás
Não sei viver pra sempre nem nunca mais
Não sei sonhar o meu sonho e o teu
Desculpa, mas agora não vou me desculpar
preciso apenas parar de pensar.
pra ver se aqui dentro consigo guardar.
um sorriso que um dia já me foi tão real.
Foi a pressa de te encontrar que não me permitiu encurtar o caminho.
Foi o sonho de viver ao teu lado que me fez correr tanto.
Foi a espera da verdade que me fez perder o encanto.
Desculpa se fiquei tão pouco tempo.
Era hora de partir, eu notei o momento.
Era tempo de calar e viver sozinha
Era o dia de viver tuas promessas e as minhas
Desculpa, mas não sei volto agora.
Não sei entrar pela porta de trás
Não sei viver pra sempre nem nunca mais
Não sei sonhar o meu sonho e o teu
Desculpa, mas agora não vou me desculpar
preciso apenas parar de pensar.
pra ver se aqui dentro consigo guardar.
um sorriso que um dia já me foi tão real.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Todo carnaval tem seu fim
Acabou. Todo carnaval tem seu fim e a quarta feira de cinzas pode levar muito mais do que simples foliões de volta a realidade. A quarta pode te deixar perdida. Pode fazer sua sexta não ter sentido. Pode fazer seu sábado ficar vazio. Pode fazer até as 18 horas parecerem um martírio, pode fazer seu almoço ficar sem gosto, pode fazer seu gosto ficar sem encanto.
Felicidade é apenas um ponto de vista. Sonhos também. Desejos então eu nem comento. E eu adoro o ponto de vista que enxergo as coisas.
Viva intensamente seu carnaval. A folia de seu grande amor. Viva intensamente ao menos um grande amor na sua vida. E cante. Com a voz encantadora, com o tom ideal.
Sem drama, sem lágrimas, sem dor. Aliás, com tanta dor que te faz até ficar dormente. Dormência... essa é a palavra momento. Dormência deve vir de dormir. E tudo que eu mais queria era dormir... mas o espaço tá grande demais, nem sei ocupá-lo.
Então, vou ficando dormente, com sono e esperando. O próximo carnaval quem sabe possa perdurar...
domingo, 17 de outubro de 2010
PASSADO ALHEIO
Viajar pelo passado não faz bem. E nem falo isso diretamente para o meu passado. Hoje o que se tornou perigoso para mim é viajar pelo passado alheio. E infelizmente não posso evitar. Ele é presente. Ele é diário, ou “findisemanário”, se essa palavra existisse.
Eu tenho uma visão de passado muito diferente. Na verdade, eu encaro o passado como um grande guia de lições. Atitudes que tomamos e que funcionaram ficam armazenadas em um lugar para “o que devo fazer”, claro que cada uma em sua subpasta de situação. Atitudes péssimas que tomamos vão para o lixo “inexcluível” (gente, eu estou inventativa hoje!). É lixo porque não serviram para nada de bom. E inexcluível porque se elas pudessem ser excluídas certamente não aprenderíamos nada com elas e as tomaríamos novamente, como num ciclo sem fim de erros idiotas. O primeiro passo para o crescimento quando se erra é se notar que está errado. Os passos posteriores vão da inteligência de cada um.
Não gosto de passado alheio. Principalmente aquele que assusta. E todos temos um passado que assusta aos outros. Até nossos passados corriqueiramente nos assustam. Sabe aquelas situações que, quando você olha pra traz você se pergunta: Aonde eu estava com a cabeça? Então, isso se encaixa em passados que assutam. Claro que há aquelas em que você pensa isso e ri de si mesmo. Há muitas que eu não viveria se tivesse a consciência que tenho hoje.
Eu sou muito precisa sobre o que quero e o que não quero por perto. E tenho isso tão intrinsico que não me amedronto com o meu passado. Me divirto, me envergonho... tá, confesso, às vezes me amedronto sim. Mas sei que não faria novamente. Simplesmente porque não cabe em quem me tornei, em quem sou hoje.
Não, não sou perfeita. Mas não gosto de ser chamada atenção. E acho que o pior esporro é aquele que vem da consciência.
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