domingo, 20 de novembro de 2016
terça-feira, 18 de outubro de 2016
E se torna SAGRADA o que se aprende como FAMÍLIA.
E em prova da minha devoção para convosco
Põe tua mão, na mão do meu Senhor que acalma o mar...
"Dá um quadrado de espaço pro coleguinha".
O parquinho que antes era o nosso êxtase diário se tornou pequeno demais. Agora usávamos a roupa de gala. Saia de Brim, camisa de botão, emblema da escola no peito. Tudo bege e marrom. Eu, particularmente, sempre troquei a saia pela calça. Nunca gostei.
Mas o êxtase mesmo estava na Oitava Série. A famosa série onde você podia ir pra escola de "roupa normal". A entrega dos uniformes. Um ritual. Infelizmente aquele "convite" me negou essa realização. Meu ritual foi na Sétima mesmo. Sem honras, sem emoção. Também pudera. Eu não era lá um exemplo de aluna no que concerne o assunto comportamento. As notas até eram boas, mas de resto... só o tempo pra me ensinar mesmo. E como foi duro deixar. Como foi duro não estar com aquelas pessoas. Acho que foi minha primeira grande separação, minha primeira grande decepção. Minha primeira grande lição!
Eu estava passando na porta da escola quando vi as cadeiras saindo. Vi um caminhão parado e vi que estavam tirando as carteiras. Não me toquei no momento, mas no instante seguinte a realidade me veio como um pedregulho na cabeça. Como eu poderia conviver com a ideia de que meus filhos nunca vão poder ter contato com a educação que eu tive? Sofri ali, dentro do meu carro. Minhas lágrimas não puderam ser contidas. Aquele era, de fato, o fim da minha história.
Todas as vezes que passo por lá, faço questão de olhar pra dentro. Faço questão de ver o carramanchão, ainda verdinho, perdendo sua cor. Faço questão de ver as paredes perdendo a cor, o chão se desbotando. Como eu fui feliz. Acreditem, eu fui verdadeiramente feliz naquele lugar.
terça-feira, 4 de agosto de 2015
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Para minha avó, minha rainha...
Eu escrevi esse texto na
semana que ela faleceu, mas nunca tive coragem de postar.
Reli agora, chorei como de
costume e agora me sinto à vontade para dividi-lo.
Vó, bisavó, mãe, irmã, amiga... pra mim simplesmente e pra sempre, minha “Vó-Lena”.
Inevitável o sofrimento.
Saudade ardida essa que bate no peito. Em muitos momentos perdemos as
estribeiras, gritamos e falamos aquilo que não queremos com o intuito de nos
fazermos notar. Infeliz escolha. Naquele leito frio, a vida tomada nos mostra
que nada disso é necessário. Que recordados são os momentos de carinho. O corpo
sem reflexo e expressão é o que nos mostra que agora só a saudade será capaz de
nos transportar para perto novamente. De tudo, do teu colo serei saudosa. Das
brigas estúpidas e do pedido alimentar de desculpas. Das risadas, do eterno
entendimento. Da compreensão com essa neta torta, com os filhos tortos, com os
amigos tortos. Porque não seria a sua vida se tudo fosse reto, direito, no
lugar.
Os natais, o cheiro do
frango metido a besta, a carne assada, a vaca atolada, a farofa, o arroz de
brócolis...
- Ah, vó !
Maionese com maçã ?
E lá vinha ela com a
maionese feita especialmente pros netinhos chatos!
As histórias, a roubalheira
nas partidas de buraco. A irmandade opcional com a sua melhor amiga, Maria do
Carmo, a quem você nos brindou com o presente de chamarmos de família. A
maneira como nos fez crescer sujeitos simples, verdadeiros e de caráter.
A batalha, na vida e na
morte, para buscar algo de melhor sempre, para todos.
O fim não apaga os
defeitos. Todos os temos e sempre teremos. Turrona, chata, em muitos momentos a
grosseria em pessoa. Levanta a mão, nesse lugar, quem a odiava?
Impossível.
Essas palavras não são um
terço da dor que estamos todos sentindo. Essa dor que nos faz querer estar cada
vez mais perto um do outro, para que a sua memória seja perpetuada dentre todos
que tiveram o imenso prazer de realmente te conhecer.
Vai em paz.
Caminha para perto da tua mãe, teus irmãos. Desejamos todos que sejamos
dignos de encontrar contigo onde quer que tu estejas. Olhe por nós, como sempre
fizestes.
Obrigada por me tornar
essa pessoa que sou hoje.
Vai em paz minha vó.
Descanse, e sempre me dê sua benção...
NÃO TEM COMO PARAR
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