quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
De corpo e alma
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Revistas de embelezamento me cansam...
Era uma dessas revistas de embelezamento feminino.
O que me assusta no conteúdo dessas revistas é que o tal embelezamento dito nessas revistas deve ser privilégio somente para aquelas mulheres naturalmente lindas, com corpos esculturais. Gente, cada vez que me pego lendo alguma matéria dessas revistas eu me sinto a pessoa mais horrenda do mundo e com a menor força de vontade também. O conteúdo delas geralmente me faz ver que realmente eu não sou público alvo para elas. As reportagens sobre dietas me fazem ter pena das pessoas que as seguem. E me faz refletir se é humanamente possível seguí-las. O infeliz que escreve (ou a infeliz que escreve) deve se divertir muito pensando: “HUA AH AH, VAMOS FAZER TODOS OS GORDOS DO MUNDO MORREREM. DE FOME”.
Tem dietas ali que me fazem rir de desespero:
Coma uma fatia de pão integral com queijo cotage e meio copo de leite desnatado.
Ok, como. Mas o café da manhã vai ser o que mesmo?
Sem contar nas infinitas possibilidades de se fazer uma abdominal. E olha que essas revistas são tão convincentes de que aquelas tais maneiras de se fazer as abdominais são funcionais que a pessoa que tá lendo é capaz de largar a revista e se deitar no chão para começar o exercício naquele minuto.
Nessas revistas têm 1001 maneiras de prender seu homem na cama. Obrigada, não me interessa. 439 verdades sobre os orgasmos. A verdade sobre o orgasmo é uma só: ou você tem, ou não. 35 maneiras de andar de salto. Mais uma que eu passo adiante.
Enquanto eu folheava a revista me peguei com uma reportagem que me deu arrepios.
A reportagem denomina-se: 11 verdades que os homens adoram sobre mulheres. Já parei e analisei se valeria a pena gastar meu tempo lendo o título. Resolvi dar um crédito e tentar acabar com esse meu “pré-conceito”. E também fiquei curiosa quanto as asneiras que poderiam estar escritas.
A primeira verdade era: seu jeito suado quando sai da ginástica. Parei. Jura? Eles reparam nisso?
Agora, a segunda dica me chamou muita atenção. Eis: Quando usa as roupas dele. Logo pensei: ou a mina é sapa e o cara não tá notando, ou o cara tem a mesma tara que eu.
Eu acho um charme mulher andar em casa de blusa social de homem. Daquelas brancas, com os dois primeiros botões superiores abertos, so de calcinha. Acho um tesão mesmo. Puro fetiche.
Então pensei: finalmente algo que me interesse. E fui ler.
Serei obrigada a copiar fielmente o parágrago para que vocês possam entender meu desespero:
“Por que será que a sua visão desfilando com uma das camisas dele – e somente isso – o deixa num estado de felicidade quase selvagem? Talvez seja um sentimento meio animal e possessivo deles de olhar e pensar: Ela é minha! Bem, e daí? Os homens tremem ao pensar que somos sua propriedade. E que mal há nisso, desde que a retribuição sejam orgasmos e diamantes?”
PÁRA TUDO!
Vocês leram essas últimas linhas? As duas últimas!!!
Esquecam as outras, porque se pararmos para analisar a quantidade de idiotice escrita vamos ficar até amanhã de manhã. Já está tarde e eu realmente preciso dormir. Mas jamais conseguiria dormir sem externar a minha indgnação para com estas últimas duas linhas.
Há mulheres que pensam dessa forma? Tipo, vamos fazer os caras acharem que somos deles pra eles nos darem orgasmos e diamantes???
Meu Deus!!! Eu nunca esperei ler isso na minha vida.
Para quem eu amo eu dou presentes para ver a pessoa feliz. Para poder admirar o sorriso, a surpresa. Para demonstrar palpavelmente que em algum momento do dia eu parei e dediquei meu pensamento somente para ela.
E orgasmo? Eu sempre quero prover um orgasmo. Sempre. Na verdade eu acho que eu faço sexo para que a outra pessoa sinta prazer, meu prazer mora aí. Não imagino o que seja transar com alguém sem que isso aconteça. E se não acontecer e a transa for maravilhosa, como geralmente é quando estamos devidamente apaixonados, o orgasmo é consequência.
O que passa na cabeça dessas pessoas que escrevem esse tipo de abobrinha? Estudam 4 anos de jornalismo para escrever esse tipo de asneira? E ainda se sentem no direito de reclamar porque acabaram com a obrigatoriedade deste diploma?
Claro que eu não acho que temos que discutir a existência de ETs o tempo todo, ou temos que analisar a teoria relativista ou as consequências da crise mundial, nada disso.
Mas será que não há nada mais interessante para falar além de resumirem mulheres, que lutam tanto pela independência, à dinheiro e sexo?
E olha que o nome da matéria é “ATITUDE”.Que me perdoem os que gostam desse tipo de revista, mas eu prefiro continuar sem atitude. E com um preconceito agora ainda mais acentuado. E fundado também.
sábado, 5 de setembro de 2009
Feriado serve pra que mesmo?
Ai, a Colombina, minha cadela, achou de querer ir ao banheiro neste momento. Mas infelizmente o banheiro dela me faz descer e subir 2 lances de escada, sem contar na caminhada incessante para que ela ache o local com o cheiro ideal para que ela faça suas necessidades fisiológicas. Vou cobrir a cozinha de jornal.
Esse fim de semana foi um tanto quanto produtivo. Trabalhei muito, e ainda vou tabalhar mais.
Me alimentei super mal como de costume. Ontem eu agredi meu corpo as 6 da matina, depois de ter passado exatas 10 horas em frente ao computador, trabalhando. Comi um super podrão que eu mesma fiz a base de pão francês, hamburguer, queijo prato, ovo e bacon. E cada vez que eu como algo do tipo eu sinto meu corpo, cada célula me falando o quanto vou me arrepender disso no futuro. Mas eu trato de ignorá-las e sigo em frente com minha orgia gastronômica.
Aliás, pão francês me lembra de quando fui morar em Santos, SP, e do terror que eu vivia para conseguir me comunicar com os habitantes daquela cidade.
Um dia comum, acho que era uma quarta-feira, meu pai me pediu que fosse à padaria para ele, comprar o pãozinho nosso de cada tarde. Claro que eu fui. Morava na cidade há menos de uma semana e estava começando a ficar entediada demais de ficar dentro de casa, porque simplesmente não conhecia uma alma sequer para tentar aplacar aquela solidão opcional. Então, segui para a padaria, que era mais ou menos há 300 metros da minha casa.
Quando cheguei ao local desejado, entrei na fila para pedir os pães, olhando para tudo ao meu redor, absorvendo cada fisionomia para tentar me sentir menos sozinha. E quando chegou a minha vez a novela começou:
- Boa tarde, me vê 10 franceses.
- O que?
- 10 franceses.
Achei que tinha articulado mal a palavra e repeti com calma.
- senhora, o que são 10 franceses.
Sofri alguns segundos de pânico. Meu Deus, como se compra pão nessa cidade???
- Aquele pão ali moça, aquele ali, que tá dentro daquele cesto – apontanto com uma certa irritação para o imenso cesto de pães que estava atrás dela. O único cesto de pães assados naquele momento, diga-se de passagam. Eu sou do Rio de Janeiro e não sei como pede pão ainda nessa cidade.
- Ahhhh!!! – acho que ela entendeu - a senhora quer esse aqui? – aponto para o ÚNICO cesto de pão presente no recinto – esse pão aqui se chama média.
- Média? Gente, se eu peço 10 médias no Rio o sujeito do bar vai rir da minha cara...
Peguei os os pães e saí da padaria, rindo de mim mesma.
Outra que passei foi quando as aulas começaram. Eu estava no primeiro ano do segundo grau, 16 anos, e era o patinho mais lindo da escola. Todo mundo conhecia “a carioca”. Eu era a diferente. As pessoas me perguntavam como o Rio de Janeiro era, como as praias eram, como as pessoas eram. Fui escolhida representante de turma, era mega popular. Particularmente eu amava, né? Quem me conhece sabe o quão leonina eu sou. Mas tinha uma professora de artes que realmente não gostava da minha popularidade, e tinha como meta de vida tentar acabar com a minha alegria. E frequentemente conseguia.
Certo dia esta “queridíssima” professora entra na sala e começa:
- Gente, anotem por favor o material que vocês precisam comprar. Nanquim, pincel... alguém já usou nanquim aqui?
Pra que eu ainda levantava a mão na aula dela?
- Eu, fessora.
- Pra que você usou nanquim?
- Eu desenhava de nanquim imagens na porta do meu armário, fessora, fica lindo!!
Tentando agradar a maldita velha.
- Pixação? É, você tem bem cara de quem faz isso mesmo.
Um fora em um aluno dessa idade causam ruídos na sala que te fazem querer abrir um buraco no chão e ir dormir na China.
- Continuando, nanquim, pincel e uma resma de sulfite.
Sulfite? Ai meu Deus, que merda é essa?
- Alguém tem dúvidas??
E lá estava minha mão no alto.
- Professora, o que é sulfite?
- Como assim, menina? Você não sabe o que é sulfite?
- É que no rio, fessora, deve ter outro nome.
- É, os cariocas são realmente desprovidos de inteligência.
Vocês conseguem imaginar o quanto eu ouvi durante os 3 anos de segundo grau por causa dessa desgraçada?
Tratei de tornar a vida dela um inferno durante esse tempo. Ah, sim... ela se arrependeu de ter se tornado professora.
E agora eu estudo pra isso....
Acho que mesmo sem feriado, vou me manter free-lancer...
Bom feriado para todos!!!
MRS LONELY
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Duas cenas
Pensei em quantas vezes o segundo casal não jurou amor eterno e em quantas vezes o primeiro casal ainda há de discutir daquela forma. Não estou agourando o namoro de ninguém. Estou apenas constatando fatos, porque fatalmente, inevitavelmente e invariavelmente isso acontecerá. É raro encontrarmos um amor que prolongue-se sem que injustiças sejam feitas, sem que brigas sejam criadas, sem que mágoas se tornem rachaduras.
Os amores passam. Eles vêm e se mostram arrebatadoramente eternos e logo em seguida, como num piscar de olhos, acabam sem deixar dúvidas de que voltará nem vestígios de sua existência. Por mais que hesitemos em acreditar que isso possa acontecer conosco. Acotence!
Em muitos momentos pensamos sentir mais do que realmente sentimos. Nos enganamos. Inconscientemente, talvez. Ou conscientemente. Na verdade isso não importa muito tendo em vista de que, de uma forma ou de outra, acabaremos como o segundo casal, discutindo e colocando um fim concreto em algo que antes fazia mais sentido do que o azul do céu.
Não há o que possamos fazer. Por isso, acredito tão veementemente que devemos buscar o que mais se assemelha conosco. Incompatibilidade de gênios é o segundo passo do ditado “os opostos se atraem”.
Não gente, não estou dando uma visão pessimista aos relacionamentos. Vivi alguns maravilhosos, inesquecíveis. Estou tentando entender, como tento sempre, o que acontece na cabeça de alguém que divide sua intimidade com você durante certo tempo e depois te trata como um estranho, sem a menor necessidade.
O segundo casal se amava. Mesmo. Se não, não estariam chorando da maneira que eles estavam. Não estou defendendo o rapaz. E Deus me livre tentar julgar as atitudes da moça. Estou falando que em alguns casos devemos buscar a verdade no olhar das pessoas para tentarmos desvendar os mistérios que circundam as situações inevitavelmente ruins que são criadas. Mas devemos tentar se valer de fato a pena, e não somente para satisfazer um ego idiota, ou um sentimento infundado.
Eu estou feliz. A primeira cena marcou tanto quanto a segunda. A paixão vem, assola, arrebata, aquece. E a dor que ela causa quando um fim estanho acontece não é maior que o prazer que ela proporcionou. De forma alguma.
Que venha outra paixão. Para mim e para todos que lerem esta pequena reflexão.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Eternas escolhas
Filmes realmente me inspiram. Mesmo. Me fazem pensar na vida. Fútil ou não, me fazem pensar. Talvez seja demais para qualquer pessoa que um filme do Zac Efron (é assim que escreve?) me faça pensar na vida. Mas me fez.
Se você tivesse a oportunidade de mudar o rumo da sua vida? Se você tivesse aquela segunda chance que você sempre fala que queria ter? Aquela, naquele momento crucial da sua vida que você tomou a decisão que hoje considera errada.
O que você faria?
Você dirá, sem pestanejar, que faria tudo diferente. Que faria o que não fez. Que mudaria o seu destino.
Engano seu. Pelo menos, se eu proferir essas palavras será engano meu.
Tudo que se vive, todas as escolhas, todas as chances aproveitadas ou não, tudo nos prepara para sermos os seres que somos hoje. Para termos o caráter que temos, para aprendermos a tomar a decisão que melhor nos couber.
Se erramos ou não, naquele momento crucial da nossa vida, não sabemos ao certo. Talvez a alternativa que não seguimos não fosse dar em nada também. Por experiência, não vale a pena culpar o passado pela falta de competência presente. Você é o que você escolhe ser. Você é o que você quer ser.
Utopico? Que nada! Realidade. Nua e crua.
Escolher entre dois empregos, escolher entre dois amores, escolher. Temos eternamente escolher. Desde optar entre quarteirão com queijo e cheddar mc melt até optar se devemos continuar entregando nossos mais puros sentimentos àquela pessoa que aparentemente não nos dá o valor que precisamos. Tudo na vida é escolha.
O que nos basta entender que não há certo e errado. Há dois caminhos a se seguir. Talvez um deles seja uma linha reta, direta ao ponto que desejamos e o outro seja uma estrada cariada, dolorosa e traumatizante. Não importa. Importa é que os dois nos direcionam para o mesmo lugar: nosso crescimento e desenvolvimento como seres humanos. Como seres pensantes.
Toda e qualquer decisâo nos leva a ser o que somos, a acreditar no que acreditamos.
O que as diferencia são as cicatrizes que estarão presentes em nós.
Então, nos basta crer que somos o que queremos ser. E acreditar nisso para que possamos mudar os prognósticos que não nos agradam e conseguirmos sorrir mesmo com tantas marcas...
NÃO TEM COMO PARAR
Ando descobrindo muitas coisas nessa tal de vida adulta. Que é difícil, todo mundo sabe. Mas pra uma pessoa neurodivergente o troço se embol...
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Hoje à tarde eu estava em casa, passeando por alguns blogs e me peguei pensando: Por que cargas d’água nos apaixonamos? Convenhamos: é um de...
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Analisando friamente algumas situações que acontecem ao meu redor eu cheguei a terrível conclusão de que nunca se sabe ao certo quando realm...
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Hoje em dia, percebo um aumento significativo nas pessoas que alegam ter TDAH. Não desacredito, óbvio. Bem como não entendo o “orgulho” de v...